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Guimarães Rosa e o Nazismo

24 de abril de 2019

 

  •  Em 1938, o escritor João Guimarães Rosa foi nomeado cônsul-adjunto em Hamburgo, na Alemanha Nazista. Lá, conheceu a paranaense Aracy Moebius de Carvalho. Divorciada, Aracy conseguira um cargo de chefia na sessão de vistos do Consulado por falar fluentemente francês, inglês e alemão.
  • Juntos, os dois ignoraram as determinações do Itamaraty, que dificultavam a entrada de judeus no Brasil, e concederam centenas de vistos para os refugiados do nazismo. Ajudada por um funcionário da polícia de Hamburgo, responsável por emitir passaportes para judeus sem o “J” vermelho que os identificava como tais, Aracy costumava misturar os vistos com a papelada  despachada para o cônsul-geral, Jaquim de Souza Ribeiro, que os assinava sem ver. “Nunca tive medo, quem tinha medo era o Joãozinho. Ele dizia que eu exagerava, mas não se metia muito e me deixava ir fazendo”, declarou Aracy, em 1983, ao Jornal do Brasil.
  • Em 1942, o Brasil de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com a Alemanha. O casal permaneceu 3 meses detido em um hotel em Baden-Baden. Durante a viagem de volta para o Brasil, casaram-se por procuração no México. Viveram juntos até a morte do escritor, em 19 de novembro de 1967.
  • Em 1983, o nome de Aracy foi incluído entre os quase 22 mil nomes que estão no Jardim dos Justos, no Museu do Holocausto, em Jerusalém. A homenagem é concedida àqueles que arriscaram sua vida na Segunda Guerra Mundial para salvar a de judeu

    Livro fala sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial

 

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