Curiosidades sobre 20 escritores estrangeiros

24 de abril de 2019

Agatha Christie
Entre 1915 e 1918, ela trabalhou em uma farmácia preparando remédios e venenos. Muito do conhecimento que obteve nesse período a ajudou a escrever suas histórias de mistério. Seus livros venderam mais 1 de bilhão de cópias ao redor do mundo. A marca só é superada pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare.

Charles Dickens
Um Conto de Natal (A Christmas Carol) foi escrito por Charles Dickens em 1843 em uma tentativa de cobrir algumas de suas dívidas. O “livrinho de Natal”, apelido dado pelo autor, acabou se tornando um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos. Nos primeiros dias, foram comercializadas mais de 6 mil cópias.

Dan Brown
No início de 2004, os quatro primeiros livros do escritor – O Código Da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Deception Point – estiveram ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do jornal norte-americano The New York Times.

Edgar Allan Poe
O escritor morreu na madrugada do dia 7 de outubro de 1849, aos 40 anos. Embora a verdadeira causa da morte seja desconhecida, seu atestado de óbito diz que ele foi vítima de uma “congestão cerebral”. Seu corpo está enterrado no Cemitério de Westminster, em Baltimore (EUA). Desde 1949, um admirador misterioso deixava 3 rosas vermelhas e meia garrafa de conhaque no túmulo do escritor na noite de seu aniversário, no dia 19 de janeiro. O estranho era conhecido apenas como “Poe Toaster” (“aquele que brinda a Poe”). Desde 2009, ele não aparece por lá, o que indica que a tradição de 60 anos se encerrou.

Fernando Pessoa
Apesar de ter nascido em Portugal, morou por muitos anos em Durban, na África do Sul. Foi lá que ele aprendeu a falar inglês, língua que adotou como segundo idioma. Publicou apenas um livro em português em vida: Mensagem. Os outros três foram escritos em inglês.

Gabriel Garcia Márquez
O escritor colombiano tem 8 casas em países diferentes. Ele faz questão de manter todas elas com a mesma decoração. O videoclipe da música “Losing My Religion”, do grupo R.E.M., foi inspirado no conto “Um Homem Bem Velho com Asas”, escrito por Márquez.

José Saramago
Publicou seu primeiro livro, Terra do Pecado, em 1947. O título dado por Saramago foi “A Viúva”, mas a editora achou pouco comercial e mudou o nome. Ele ficaria sem publicar pelos próximos 30 anos, quando lançou Manual de Pintura e Caligrafia (1977). Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998. Saramago foi o primeiro, e até hoje único, autor de língua portuguesa a conquistar a honraria.

Leon Tolstói
O russo, machista como ele só, decidiu escrever o romance Ana Karenina para alertar a sociedade tradicional de como o modernismo poderia destruí-la. Mas o tiro saiu pela culatra. Sua obra foi considerada uma denúncia contra a hipocrisia sexual.

Malba Tahan
O homem que calculava, livro mais célebre do autor, já foi traduzido para 12 idiomas. O escritor árabe nasceu perto da cidade de Meca e morreu no deserto lutando por sua tribo. Contam-se cerca de 120 títulos. Desconsidere todas as informações anteriores: na verdade, Malba Tahan foi um pseudônimo criado pelo professor paulista Júlio César de Mello e Souza para lançar uma série de livros.

Marquês de Sade
Donatien-Alphonse-François Sade ficou conhecido como Marquês de Sade. Como escritor, ele descreveu o prazer de torturar e humilhar o parceiro para obter satisfação sexual. Usava a violência em busca do prazer, na intimidade das alcovas e das celas de prisões e asilos que freqüentou. Foi por isso que esse hábito ganhou o nome de “sadismo”. Acredite se quiser! A mãe do Marquês de Sade, famoso por sua crueldade e perversão sexual, passou a viver em um convento depois de ter o filho. Morreu lá mesmo, em 1977.

Mark Twain
O escritor norte-americano teve um irmão gêmeo chamado Bill. Eles eram tão parecidos que até usavam fitas coloridas nos pulsos para facilitar a identificação. Ainda crianças, tomavam banho juntos em uma banheira, quando um deles se afogou. Estavam sem as fitas coloridas. Sobre o triste episódio, Twain escreveu: “Nunca se soube quem morreu, se foi Bill ou se fui eu”.

Meg Cabot
A quantidade de livros que Meg, autora de O Diário da Princesa, escreve, é impressionante. Desde 2000, ela lançou 54 livros que, juntos, venderam 15 milhões de cópias. Por dia, Meg escreve de 5 a 10 páginas.

Miguel de Cervantes
Cervantes fez parte do exército. Durante uma batalha, teve a mão esquerda decepada. Em 1575, foi capturado por piratas mouros, que o mantiveram como escravo na Argélia (África) por 5 anos. Cervantes foi preso duas vezes (1597 e 1602) por irregularidades fiscais com o governo. Foi durante a primeira prisão que começou a escrever Dom Quixote.

Oscar Wilde
Antes de assumir sua homossexualidade, disputou uma garota com Bram Stocker, autor de Drácula. Stocker levou a melhor. Quando sua opção sexual veio a público, foi condenado por sodomia e mandado para a prisão. Também perdeu todos os seus bens. Sua ex-esposa e filhos fugiram para a Suíça e mudaram o sobrenome para Holland. Seu rosto aparece na manga das roupas usadas pelos Beatles na capa do CD Sgt. Pepper’s Lonely Hearts.

Robert Louis Stevenson
O escritor escocês sonhou com o enredo de O Médico e o Monstro em uma noite de febre. Ele teria escrito o livro todo em apenas três dias e, de acordo com a ensaísta Sadie Plant, sob o efeito de cocaína. Terminado, o texto não foi aprovado por sua mulher e Stevenson reescreveu a obra.

Salman Rushdie
Seu livro Versos Satânicos foi considerado uma blasfêmia contra o islã. O escritor anglo-indiano foi jurado de morte no dia 16 de fevereiro de 1989 por meio de uma fatwa (edito religioso) pelo aiatolá Khomeini, dirigente espiritual do Irã. Uma recompensa de US$ 2,5 milhões foi oferecida por uma fundação beneficente a quem matasse Rushdie. Cerca de 500 iranianos também se dispuseram a vender um dos seus rins para financiar a execução. O escritor viveu cerca de dez anos na clandestinidade. A sentença parecia irrevogável, já que, segundo as leis islâmicas, uma fatwa só pode ser anulada por quem a proferiu e o aiatolá Khomeini tinha sido morto em junho de 1989. Em setembro de 1998, o presidente iraniano Mohammad Khatami anunciou o encerramento do caso em uma cerimônia formal na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. A medida fez o Reino Unido reatar relações diplomáticas com o Irã.

Sidney Sheldon
O escritor começou sua carreira escrevendo canções para uma banda. Criou Jeannie é um Gênio e Casal 20, duas famosas séries de televisão norte-americanas. Só passou a escrever romances com 52 anos. Sidney Sheldon nunca mexeu em um computador. Ele ditava seus livros para a secretária, que os digitava. Entrou para o Livro dos Recordes como o autor mais traduzido no mundo. Seus bestsellers já foram publicados em 51 línguas e têm edições lançadas em 180 países.

Sylvia Plath
A escritora cometeu suicídio no dia 11 de fevereiro de 1963, depois de um período de depressão profunda e crises em seu casamento com o também poeta Ted Hughes. Assia Wevill – suposto pivô da separação de Sylvia e Ted – casou-se com o poeta após a morte de Sylvia e teve uma filha com ele, Shura. No dia 25 de março de 1969, Assia matou a filha de 4 anos e também cometeu suicídio. O filho de Sylvia e Ted Hughes, Nicholas Hughes, se matou em março de 2009, aos 47 anos. Solteiro e sem filhos, o biológo marinho sofria de depressão e enforcou-se em sua casa, no estado norte-americano do Alasca.

Victor Hugo
O clássico Os miseráveis, do escritor francês, foi um dos maiores best-sellers de todos os tempos. Em 1862, nas 24 horas seguintes à publicação da primeira edição de Paris, as 7 mil cópias foram todas vendidas. O livro foi publicado simultaneamente em Bruxelas, Budapeste, Leipzig (na Alemanha), Madri, Rio de Janeiro, Rotterdam e Varsóvia. Depois, a obra foi traduzida para quase todas as línguas do mundo. No século XX, Os miseráveis se tornou filme e musical da Broadway. Em 2012, ganhou uma refilmagem para o cinema.

William Shakespeare
Ninguém sabe ao certo quando William Shakespeare nasceu. A data de nascimento do escritor, 23 de abril de 1564, foi calculada a partir do dia de seu batismo, que aconteceu em 26 de abril do mesmo ano. Shakespeare tornou-se a primeira pessoa fora da família real britânica a estampar um selo no Reino Unido, impresso para marcar as comemorações dos 400 anos de seu nascimento, em 1964. O escritor aparece no Guinness Book – O Livro dos Recordes como o autor com o maior número de adaptações de obras para o cinema. Produziu 37 peças de teatro e 154 sonetos. Dá uma média de 1,5 peça por ano desde que ele começou a escrevê-las, em 1589. Sua última peça foi escrita quando ele tinha 49 anos, três anos antes de morrer. Shakespeare morreu em 23 de abril de 1616. Era seu aniversário de 52 anos, e dia de São Jorge, padroeiro da Inglaterra. Deixou uma grande herança para sua filha Susanna. Para a mulher, apenas as roupas de cama. As causas da morte são desconhecidas. Não há descendentes vivos do escritor. A linhagem acabou com a morte de sua bisneta, Elizabeth Hall Nash Barnard, em 1670. William Shakespeare é o segundo escritor mais citado na língua inglesa. No mundo, ele só perde para os autores da Bíblia.

Leia também: Curiosidades sobre 20 escritores brasileiros

Artigos Relacionados

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *