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Palhaços brasileiros que fizeram história

24 de abril de 2019

Piolin (Abelardo Pinto)
Era filho dos proprietários do Circo Americano. Em 1922, foi reconhecido pelos intelectuais da Semana de Arte Moderna como um artista genuinamente brasileiro e popular. Seu apelido, que quer dizer “barbante”, foi dado por um grupo de espanhóis com os quais contracenou em um espetáculo beneficente, que o achavam muito magro e com pernas compridas.

Benjamin de Oliveira
É considerado por muitos o “Rei dos Palhaços do Brasil” e o primeiro palhaço negro do país. Natural de Pará de Minas (MG), fugiu de casa para se dedicar ao circo quando jovem. Acabou virando palhaço por acaso: o palhaço que trabalhava em sua companhia adoeceu e não havia ninguém para substituí-lo. Acabou fazendo muito sucesso, sendo homenageado até pelo então presidente Floriano Peixoto.

Torresmo e Pururuca (Brasil José Carlos Queirolo e Brasil José Carlos)
Pai e filho, Torresmo e Pururuca passaram a se apresentar juntos em 1964, quando Torresmo perdeu o parceiro Fuzarca. A dupla comandou o programa O Grande Circo, na TV Bandeirantes, de 1973 a 1982, quando Torresmo precisou se retirar para tratar problemas de saúde. Ele voltou ao ar em 1987 com o Programa Bombril. Ficou famoso pelo bordão “assim eu não aguento”, sempre respondido pelas crianças com um “aguenta!”.

Carequinha (George Savalla Gomes)
Sua mãe era trapezista e sentiu as dores do parto enquanto se apresentava. Começou a trabalhar como palhaço com 5 anos de idade. Apesar do apelido, que foi dado por seu padrasto, tinha uma vasta cabelereira. Foi o primeiro artista de circo a trabalhar na televisão, na TV Tupi. Também gravou discos e participou de diversos filmes. Carequinha morreu aos 90 anos, em 5 de abril de 2006.

Arrelia (Waldemar Seyssel)
Entrou pela primeira vez em uma arena de circo com apenas 6 meses de idade, para participar de um quadro que precisava de um bebê chorão. Paranaense, era formado em Direito. Virou palhaço a contragosto. Os irmãos e o pai o maquiaram e colocaram na arena à força, e ele, com raiva, chutou a primeira pessoa que estava na arena. O homem partiu atrás do palhaço e o público caiu na gargalhada. Arrelia morreu no dia 23 de maio de 2005, aos 99 anos, vítima de uma pneumonia.

 

 

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