Novo Livro O Guia dos Curiosos - Edição Fora de Série

Grandes tragédias da história do circo

22 de junho de 2020

Jumbo, o “maior elefante do mundo” e principal atração do americano Barnum & Bailey Circus, morreu atropelado por um trem no dia 15 de setembro de 1885. Ele e outro elefante menor, Tom Thumb (Pequeno Polegar), foram os últimos animais a se apresentarem na cidade de St. Thomas, em Ontário, no Canadá. Matthew Scott, tratador de Jumbo, não obedeceu a ordem dos funcionários da estação de só carregar os elefantes depois das 21h55. Quando os dois elefantes caminhavam pelo conjunto de trilhos até os carros, uma locomotiva apareceu na pista paralela. O trem não conseguiu parar a tempo e acertou primeiro Tom Thumb, deixando-o com uma perna quebrada. Atingido por trás, Jumbo foi empurrado até um carro do circo estacionado na pista ao lado. Sua cabeça foi esmagada. O maior elefante do mundo morreu 15 minutos depois. Vândalos cortaram pedaços do corpo de Jumbo como lembranças.

Clique aqui para ler mais sobre a história de Jumbo

Em 17 de dezembro de 1961, aconteceu a maior tragédia da história circense no Brasil – o incêndio no Gran Circus Norte-Americano. O incidente aconteceu em Niterói (RJ) e deixou uma contagem oficial de 503 mortos, embora até hoje não se saiba com exatidão a quantidade de vítimas.

O jornalista Mauro Ventura lançou em 2011 o livro-reportagem O espetáculo mais triste da terra, resultado de uma apuração que durou dois anos e meio. Os trapezistas tinham acabado de se apresentar quando o fogo começou. Danilo Stevanovich, proprietário do Gran Circus Norte-Americano, nada tinha de norte-americano. Seu sobrenome era eslavo. O Gran Circus anunciava ser “o mais completo da América Latina”, com 150 animais e cerca de oitenta funcionários.

Clique aqui para ler mais sobre a tragédia do Gran Circus Norte-Americano

Outra tragédia aconteceu no Circo Vostok em 9 de abril de 2000. A lona estava instalada no estacionamento do Shopping Center Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife. José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, de 6 anos, foi atacado e devorado pelos leões do circo. Houve um intervalo para a montagem das jaulas no picadeiro. Quando a família de José Miguel estava voltando a seus lugares, o leão Bongo, de 220 quilos, colocou as duas patas para fora da jaula, puxou o menino e abocanhou sua cabeça. Os outros leões atacaram José Miguel na sequência. Chamada, a Polícia Militar chegou depois de uma hora. Matou quatro leões a tiros para conseguir tirar o corpo dilacerado do menino de dentro da área dos felinos. Descobriu-se que os leões estavam três dias sem comer.

Esta página contém links de afiliados. Ao fazer uma compra por um desses links, o Guia dos Curiosos recebe uma comissão e você não paga nada a mais por isso.

Artigos Relacionados

A história de Monga, a mulher gorila

A história de Monga, a mulher gorila

A famosa atração circense foi inspirada em uma história real. Uma mexicana descendente de índios chamada Júlia Pastrana (1834-1960) sofria de hipertricose, doença que faz nascer pelos grossos e escuros por todo o corpo. Ela tinha ainda a mandíbula projetada para a...

Fatos curiosos sobre a história do circo

Fatos curiosos sobre a história do circo

A arte circense surgiu na China há 5 mil anos. Os chineses usavam a acrobacia, o contorcionismo e o equilibrismo para desenvolver a agilidade, a flexibilidade e a força de seus guerreiros. Em 108 a.C., o imperador da China resolveu promover uma série de apresentações...

Como é feito o truque de engolir espadas?

Como é feito o truque de engolir espadas?

Na verdade, não é um truque. Os engolidores não fazem nenhum número de ilusão de ótica, e realmente enfiam a espada garganta abaixo. A preparação física e psicológica para conseguir fazer isso pode durar anos. O engolidor deve estar preparado, por exemplo, para...

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This