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Crimes em família

24 de abril de 2019

 

31 de novembro de 2002 – A estudante de direito Suzane von Richthofen, então com 19 anos, seu namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Cristian Cravinhos, na época com 21 e 26 anos, mataram os pais da universitária, o engenheiro Manfred Albert von Richthofen e a psiquiatra Marisia von Richthofen, com golpes de barras de ferro, enquanto dormiam, na casa da família. Depois do crime, o casal foi a um motel e usou drogas. Suzane afirmou a polícia que o crime aconteceu “por amor”, já que os pais dela eram contra o namoro. No dia 22 de julho de 2006, Daniel e Suzane foram condenados a 39 anos de prisão e Cristian, a 38 anos.

24 de novembro de 2002 – Sob o efeito de cocaína, o estudante Gustavo de Macedo Napolitano, 22 anos, matou a avó, Vera Kuhn de Macedo Pereira, de 73. Ela havia tentado impedi-lo de trocar um aparelho de som por drogas. Gustavo matou também a empregada, Cleide Ferreira da Silva,  20 anos, para que ela não encontrasse o corpo da avó, na zona sul de São Paulo.

24 de janeiro de 2003 – Maria do Carmo Souza, na época com 57 anos, afogou seu sobrinho Hudson de Souza Cordeiro, de 10 anos, em um ritual macabro, em Governador Valadares (MG). Depois do crime, ela ainda retirou as vísceras e bebeu o sangue do garoto. Presa, Maria do Carmo declarou que estava “tomada por um espírito”.

2 de fevereiro de 2003 – O produtor musical Alexandre Alvarenga, de 31 anos, jogou seu filho de 1 ano contra um carro em movimento e bateu a cabeça de sua filha, de 6, contra uma árvore, depois de se envolver em um acidente de trânsito em Campinas, no interior de São Paulo. Ele estava com a esposa, Sara Alvarenga, mãe das crianças, que não esboçou qualquer reação diante da agressão. Presos, afirmaram que uma força que não podiam controlar os levou a cometer os crimes. Dias depois, exames indicaram que o casal havia consumido álcool e cocaína. As crianças ficaram internadas em estado grave, mas sobreviveram e ficaram sob os cuidados dos avós maternos. O casal foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio triplamente qualificado, já que foram declarados pelo laudo médico inimputáveis, ou seja, não têm consciência do ato que praticaram e, portanto, não podem responder por eles. O laudo afirma ainda que o casal sofreu um surto psicótico quando cometeu as agressões.

29 de março de 2008 – A menina Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi assassinada pelo pai, o consultor jurídico Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. A menina passava o fim de semana na casa do pai. Na noite do crime, a família voltava de uma visita à mãe de Anna. A madrasta agrediu a menina ainda no carro, e, quando chegaram ao apartamento, que fica no sexto andar do edifício London, em São Paulo, Isabella foi espancada e asfixiada. Depois, o pai a jogou pela janela do quarto.  A conclusão final do IML é que Isabella morreu de politraumatismo e asfixia, e que teria chance de sobreviver se não tivesse sido jogada. Alexandre e Anna negaram o crime, alegando que uma terceira pessoa, um desconhecido, havia entrado no apartamento e jogado a menina pela janela. A história não convenceu, e os dois foram condenados por júri popular, às 0h 29 do dia 27 de março de 2010. A sentença foi de 31 anos, um mês e dez dias de prisão para o pai, e 26 anos e oito meses para a madrasta.

15 de dezembro de 2009 – Um menino de 2 anos foi internado em estado grave em Barreiras (BA) com cerca de 50 agulhas espalhadas por todo o tórax, no abdômen, no pescoço e até nas pernas. O padrasto do garoto confessou a responsabilidade pelo crime. A amante dele foi acusada de ajudá-lo a introduzir as agulhas no corpo do garoto em um ritual religioso. O garoto sobreviveu, mas teve que passar por cirurgias para retirar as agulhas do fígado, intestino, bexiga, coração e pulmão.

 

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