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Gay Talese e o caso de voyeurismo num chuveiro em Santa Catarina

20 de outubro de 2016

Um homem abre um motel e constrói um sótão para espionar secretamente as relações sexuais dos clientes. É essa a história contada no livro “Voyeur” (The Voyeur’s Motel), do jornalista e escritor norte-americano Gay Talese, que acaba de ser lançado no Brasil pela Companhia das Letras. Escrito a partir de cartas reais recebidas do dono do Manor House Motel, no Colorado, a publicação causou polêmica nos Estados Unidos. Gerald Foos teria presenciado um assassinato dentro do motel e o escritor, que publicou inicialmente uma reportagem sobre o assunto na revista The New Yorker, não o denunciou. O dono do motel também disse mais tarde que muitas histórias foram inventadas. Talese, por sua vez, chegou a dizer que não iria divulgar o livro, mas voltou atrás e se defendeu, dizendo que a obra acabou rompendo com um assunto que é um tabu.

A ideia do dono do motel tem se tornado uma prática muito comum no mundo todo. Inclusive no Brasil. Na última terça-feira, dia 18, a 1ª Câmara Civil do Tribunal Judiciário de Santa Catarina condenou o dono de imóvel em Florianópolis a pagar uma indenização de R$ 40 mil a uma inquilina – inicialmente, a pena seria de R$ 500 mil, mas foi considerada alta demais porque poderia promover o enriquecimento ilícito da vítima. A mulher teria notado, durante um banho, que o espelho estava refletindo uma luz vinda de um buraco na parede. Só então percebeu que estava sendo espionada pelo locador.

Ilustração do motel publicada na “The New Yorker”

Para se livrar das acusações, o dono do imóvel argumentou que problemas na perna o impediriam de ficar ajoelhado e, portanto, não teria como cometer o crime. No entanto, a prática do voyeurismo foi considerada “evidente” pelo desembargador Raulino Jacó Brünig, uma vez que o problema físico apresentado, na visão do Tribunal, não limitava o seu movimento. Também foi avaliado que não houve justificativa considerada convincente para o buraco na parede.

Criada a partir da palavra francesa “voyeur”, que significa “aquele que olha”, a prática do voyeurismo é, desde novembro de 2005, caracterizada como “ofensa sexual”. O praticante pode, como nesse caso, ser obrigado a indenizar a vítima por danos morais e invasão à privacidade ou, em casos mais graves, ser julgado por abuso sexual.

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