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Curiosidades sobre Elis Regina

24 de abril de 2019

 

Por causa da gargalhada escancarada e da grande vibração, o poeta Vinícius de Morais apelidou Elis de “Pimentinha”. Outro apelido da cantora era “Baixinha”, por causa do seu 1 metro e 54 centímetros de altura.

Elis também foi chamada de “Hélice Regina” por causa de sua forma de dançar girando os braços, por influência do bailarino Lennie Dale.

O cantor e compositor Milton Nascimento costuma dizer que, durante muito tempo, só fazia músicas pensando em Elis Regina. Milton sonhava com Elis todas as noites depois que ela morreu. Segundo ele, ela não cantava. A primeira música de Milton que Elis interpretou foi “Canção do Sal”, quando ele ainda era um estreante.

Alguns dizem que o despertar da cantora foi com a música “Menino das Laranjas”, composta por Téo de Barros em 1964. Outros acreditam que a “estreia” de Elis foi em “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, que ganhou o I Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior. Mas, segundo a própria Elis, a música “Preciso aprender a ser só”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle, foi a primeira que chamou a atenção do público e da crítica para o seu potencial. Ela interpretou a canção durante o show na boate Little Club, no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Na época, ela trabalhava como crooner.

Elis se recusou a levar o show “Transversal do tempo” para Buenos Aires, em 1978. A decisão era uma represália à censura argentina, que havia proibido a venda do disco “Falso Brilhante”, que trazia a música “Gracias a la vida”, de Violeta Parra.

Quando a roqueira Rita Lee foi presa por porte de maconha, em 1976, recebeu na cadeia uma carta de Elis. O surpreendente é que as duas nem se conheciam e trabalhavam com tipos diferentes de música, o que sugeria uma certa rivalidade. Depois da prisão, Elis convidou Rita para participar de seu especial de fim de ano na TV Bandeirantes.

Uma passagem famosa na carreira de Elis foi sua apresentação no Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça, em 1979. A cantora e os músicos entraram muito nervosos no palco porque a plateia estava cheia de celebridades. Quem acompanhava a cantora ao piano era Hermeto Pascoal. Elis chorou, suou muito, ficou mexendo o olho por causa do rímel que escorria. De volta ao Brasil, chamou André Midani, da gravadora Warner, para avaliar a gravação do show: pausas no meio da música e voz trêmula. Ela decidiu que aquele show jamais deveria virar um disco. Fez André jurar que não lançaria aquela gravação nem quando ela morresse. Dois anos depois da morte de Elis, Midani ouviu as fitas e resolveu contrariar o juramento pela memória da cantora. Selecionou cinco faixas do show e juntou mais três músicas com Hermeto para lançar o LP “Elis em Montreaux”. A apresentação no festival guardava pérolas, como a música “Samba dobrado”, uma das primeiras do compositor Djavan, que seria lançada pela cantora. Outra surpresa foi a canção “Rebento”, que Gilberto Gil escreveu especialmente para Elis Regina.

Muitas cantoras dizem ter se influenciado pelo trabalho de Elis Regina. Uma delas é a islandesa Björk.

 

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