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Por que os radares de trânsito ganharam o apelido de “pardais”?

20 de fevereiro de 2017

O apelido surgiu na região Centro-Oeste, onde a incidência de pardais é bastante grande.  À distância, como são fixados em postes, os radares lembram a postura do passarinho. Por haver mais de um aparelho no mesmo poste de uma determinada rua ou rodovia, os motoristas associavam a figura de pardais, que vivem em bando. “As aves de aproximadamente 15 cm de comprimento, que antes eram corriqueiras nos grandes centros urbanos, vêm desaparecendo”, alerta o biólogo Guilherme Domenichelli.

O número de "pardais" na cidade de São Paulo deve chegar a 884 até o fim de 2015.

À distância, o aparelho lembra a postura de um bando de pardais

Os pardais chegaram ao Brasil em 1903, autorizados pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos. Ele trouxe as aves de Portugal, com o pretexto de que ajudariam no combate a insetos transmissores de doenças –  a base alimentar do pardal é de sementes e de insetos. Os insetos são consumidos somente em períodos de reprodução. “O pardal  acabou virando uma das espécies de pássaros mais conhecidas do Brasil e é considerada a de maior distribuição geográfica”, explica Guilherme.
Mas por que os pardais (os de bico e penas) não são mais vistos o tempo todo? A espécie tem encontrado dificuldade para se reproduzir, pois fazia ninhos em buracos de rochas. “No Brasil dos anos 1970, eles se adaptaram e passaram a construir ninhos nos beirais dos telhados”, diz Guilherme. O fato de as residências atuais não possuírem beirais e as casas estarem sendo substituídas por prédios também são fatores importantes para o desaparecimento das aves.

Sua base alimentar é sementes e insetos, sendo o último consumido somente em períodos de reprodução. É considerada a ave de maior distribuição geográfica.

Os pardais foram trazidos de Portugal em 1903 para combater os insetos transmissores de doenças

Com a diminuição dos pardais, outras aves brasileiras foram reconquistado seu espaço nas cidades. “Agora podemos ver novamente, nos grandes centros, o bem-te-vi, o tico-tico, o chupim, a pomba-asa-branca, o carcará e alguns tipos de gaviões”, enumera o biólogo Guilherme Domenichelli.

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