Do alto do pedestal, guardas da Piazza Venezia são símbolos de Roma

1 de abril de 2021
A intersecção de movimentadas vias como a Piazza Venezia, no centro de Roma, é um caos completo. É preciso ser um mestre para conseguir fazer o trânsito que vem da Via dei Fiori Imperiali ou da Via del Corso fluir. Não é à toa que o guarda de trânsito que tem essa função virou uma atração da cidade. Com suas luvas brancas e gestos coreografados, a figura dá um show no alto de um pequeno pedestal em frente ao suntuoso Monumento a Vittorio Emanuel II. “É como reger uma orquestra”, afirma o guarda Fabio Grillo, 53 anos, que exerce a função desde 2005.

 

 

Apenas cinco policiais fazem parte do grupo sênior que tem permissão para trabalhar ali. No mês passado,  o novo comandante de Polícia de Roma decidiu romper com a tradição exclusivamente masculina. A guarda Cristina Corbucci, de 43 anos, fez sua estreia na “pedana” – como os italianos chamam – da Piazza Venezia. “O semáforo verdadeiramente inteligente é este”, diverte-se Cristina.

 

 

A plataforma foi colocada ali no final dos anos 1920 para deixar os controladores de tráfego mais altos e visíveis. A Piazza Venezia tem o único pedestal de tráfego remanescente na cidade.  No início, os pedestais eram feitos de madeira e os guardas de trânsito é que os carregavam para o meio da rua. Até que um plataforma fixa de cimento foi instalado na Piazza Venezia. À noite, sem policiais de serviço, ela era iluminada por um holofote em um prédio próximo. Só que os holofotes não tiveram muita serventia, pois desatentos motoristas continuavam se chocando contra o pedestal. Por isso, em 2006, ele foi substituído por um pedestal mecânico, que, com um simples toque de botão, se eleva das pedras do pavimento para receber os policiais que chegam para trabalhar.

 

 

Entre 1971 e 1982, a cidade de São Paulo teve um guarda de trânsito que ficou famoso por suas coreografias para educar motoristas e pedestres. O paraibano Luiz Gonzaga Leite, conhecido como “Guarda Luizinho”, trabalhava na esquina da Rua Xavier de Toledo com a Praça Ramos, em frente ao antigo Mappin.

 

 

 

Os paulistanos chegavam a se aglomerar na calçada para ver as brincadeiras do PM Luizinho. Ele mostrava uma “caveirinha” para os pedestres que atravessavam a rua com o semáforo aberto.

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