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Quantidades menores. Preços, nem tanto

9 de julho de 2011

Em toda a América Latina, exceto no Brasil, o leite condensado da Nestlé se chama La Lechera. Aqui, quando o produto começou a ser vendido, seu nome era Milkmaid. Como o nome era difícil de pronunciar, os brasileiros começaram a se referir a ele como leite da moça. E ficou Leite Moça.

Ganhei de uma amiga que foi ao México esta curiosa versão de La Lechera: é uma latinha de apenas 100 gramas chamada La Lecherita. Na embalagem, um desenho em versão infantil da clássica moça com um balde de leite apoiado à cabeça. A quantidade que vem é suficiente para algumas colheradas. Dá para matar a vontade, sem precisar guardar todo o resto na geladeira, como acontece com o modelo tradicional, de 395 gramas. No Brasil, a Nestlé vendeu de 2000 a 2006 o Mocinha, que vinha em tubinhos de 210 gramas nos sabores Original, Morango e Chocolate. Não deu muito certo: será que os brasileiros preferem consumir a lata inteira mesmo?

É comum encontrarmos embalagens fracionadas, ou seja, com porções menores, em outros países. No Brasil, isso ainda é bastante raro. Para Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), a tendência é que essas opções aumentem aqui também por causa do crescimento do público single (jovens, divorciados e idosos que vivem sozinhos). O hábito de fazer apenas uma grande compra em supermercado por mês também está diminuindo no Brasil. “O consumidor vai a lojas de bairro duas ou três vezes por semana e adquire quantidades menores, mais variadas”, diz Luciana.

A Pullman tem o Baby Pullman. A Coca-Cola tem versões de apenas 250 ml, cujo preço sugerido é 1 real. Para Luciana, fracionar embalagens faz com que as marcas se tornem mais acessíveis ao consumidor de baixa renda. Será?

O problema é que o preço nem sempre é em porções menores. Uma lasanha à bolonhesa Sadia, por exemplo, custa R$ 8,99 na embalagem de 650 gramas, enquanto a versão individual, de 350 gramas (pouco mais da metade do peso), custa R$ 7,39 (informações do site do Pão de Açúcar). De acordo com Luciana, isto acontece por causa da maior fragmentação do mercado: “As quantidades produzidas são menores, o que torna os custos menos diluídos”.

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12 Comentários

12 Comentários

  1. Ana

    na verdade esse leite moça pequeno teve no brasil, sim!
    durou muito pouco tempo, mas eu lembro de levar de lanche pra escola.
    acho que não deu certo.
    estou tentando lembrar como era chamado, mas tá difícil!

    Responder
  2. Ana

    na verdade esse leite moça pequeno teve no brasil, sim!
    durou muito pouco tempo, mas eu lembro de levar de lanche pra escola.
    acho que não deu certo.
    estou tentando lembrar como era chamado, mas tá difícil!

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  3. Fabio Dantas

    Bom dia Marcelo,
    Gostei da foto da primeira lata, voce teria ela ? Sou colecionador de latas, eu tenho a versão brasileira dessa primeira foto.
    Abraço e Parabéns pelo Blog

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  4. Fabio Dantas

    Bom dia Marcelo,
    Gostei da foto da primeira lata, voce teria ela ? Sou colecionador de latas, eu tenho a versão brasileira dessa primeira foto.
    Abraço e Parabéns pelo Blog

    Responder
  5. Lais

    FABIO DANTAS, POR FAVOR ME MANDA A FOTO DA LATINHA 100G VERSAO BRASILEIRA!!!!

    Responder
  6. Lais

    FABIO DANTAS, POR FAVOR ME MANDA A FOTO DA LATINHA 100G VERSAO BRASILEIRA!!!!

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  7. Roberta

    Aqui no Brasil, a uns dez anos atrás, mais ou menos, tinha latinhas dessas pequenas de Leite Moça, exatamente com esse mesmo anelzinho para abertura, igual as latas de refris.. Lembro pq uma vez enfiei o indicador nesse buraquinho pra passar dentro da lata e meu dedo ficou preso lá dentro, quando puxei pra tirar cortou toda a volta do meu dedo, quando cheguei no PS com minha mãe, para os médicos poderem cortar a latinha disseram que eu já não era a primeira criança que chegava lá desse jeito, com o dedo “entalado” nessa mesma latinha..rs Vai ver que por isso a moda não pegou aqui no Brasil..

    Responder
  8. Roberta

    Aqui no Brasil, a uns dez anos atrás, mais ou menos, tinha latinhas dessas pequenas de Leite Moça, exatamente com esse mesmo anelzinho para abertura, igual as latas de refris.. Lembro pq uma vez enfiei o indicador nesse buraquinho pra passar dentro da lata e meu dedo ficou preso lá dentro, quando puxei pra tirar cortou toda a volta do meu dedo, quando cheguei no PS com minha mãe, para os médicos poderem cortar a latinha disseram que eu já não era a primeira criança que chegava lá desse jeito, com o dedo “entalado” nessa mesma latinha..rs Vai ver que por isso a moda não pegou aqui no Brasil..

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  9. FELIPE

    Como disse a ANA acima, esse latinha pequenininha de leite moça vendeu no Brasil sim, talvez fosse até um pouquinho menor, eu lembro de ter levado para escola várias vezes, acho que foi em 1998-2001, e era muito popular mas parece que não ficou muito tempo à venda. Eu até pensei que o nome fosse “mocinha” também, mas pelo que li parece que já havia um outro produto com esse nome que eram uns tubinhos de vários sabores.
    Quem lembrar compartilhe rs

    Responder
  10. FELIPE

    Como disse a ANA acima, esse latinha pequenininha de leite moça vendeu no Brasil sim, talvez fosse até um pouquinho menor, eu lembro de ter levado para escola várias vezes, acho que foi em 1998-2001, e era muito popular mas parece que não ficou muito tempo à venda. Eu até pensei que o nome fosse “mocinha” também, mas pelo que li parece que já havia um outro produto com esse nome que eram uns tubinhos de vários sabores.
    Quem lembrar compartilhe rs

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  11. fernando carvalho

    Escrevi em meu O Livro negro do açúcar que esse leite mocinha e o fato de a empresa também colocar açúcar de cana nas papinhas industrializadas para bebês se tratava de um “crime de lesa humanidade”. Depois disso o sacolé de leite condensado sumiu do mercado e o açúcar das papinhas foi também retirado. Pode ter sido coincidência, mas me dou o direito de pensar que minha denúncia funcionou.

    Responder
  12. fernando carvalho

    Escrevi em meu O Livro negro do açúcar que esse leite mocinha e o fato de a empresa também colocar açúcar de cana nas papinhas industrializadas para bebês se tratava de um “crime de lesa humanidade”. Depois disso o sacolé de leite condensado sumiu do mercado e o açúcar das papinhas foi também retirado. Pode ter sido coincidência, mas me dou o direito de pensar que minha denúncia funcionou.

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