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A hóstia sai das igrejas e vira ingrediente de salgados e docinhos

11 de outubro de 2013

Hambúrguer, bacon, cebola, tomate e alface. Todos são ingredientes tradicionais na hora de se montar um sanduíche. Recentemente, porém, o restaurante Kuma’s Corner, localizado em Chicago, decidiu inovar e incluir mais um item à lista: a hóstia, símbolo do corpo de cristo para os católicos. O lanche que vem acompanhado do alimento “sagrado” chama-se “Ghost Burguer”. Segundo os donos, trata-se de uma homenagem à banda sueca Ghost, cujos integrantes cantam músicas consideradas satânicas vestidos com os mesmos trajes utilizados pelo clero católico.


O sanduíche acabou causando a maior revolta entre os cristãos de Chicago. Luke Tobias, diretor de operações do lanchonete, afirma que as hóstias utilizadas pelo restaurante não são consagradas e, por isso, não são sagradas. “É apenas um tipo de pão com uma cruz desenhada, defende-se.

Apesar de toda a polêmica, o uso de hóstias na culinária não é algo tão novo assim. Desde 2008, a Hóstias Sant’ana, com sede na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, produz hóstias brancas e coloridas e as fornece para várias lojas de doces, restaurantes e confeitarias do país inteiro. “Vendemos quase 90 000 hóstias por dia”, contabiliza Ana Maria Avella, proprietária da empresa. “Tem dias em que começamos o trabalho às 7 da manhã e só terminamos às 9 da noite”.  O uso das hóstias também fora dos templos religiosas tem crescido tanto que, no início de 2012, Ana Maria lançou o e-book  “Hóstias Sant’ana – Revelado o segredo das hóstias na gastronomia nacional e internacional”, que é vendido por R$ 9,90. As receitas presentes na obra vão desde cupcakes até pratos que têm o camarão como ingrediente principal. E ano que vem, adianta ela, será lançado o segundo volume, novamente no meio virtual.


Quem também é referência no assunto é a empresa Hóstias São Francisco, a primeira fábrica do gênero no Brasil a ter um endereço virtual. Localizada em Mococa, no interior de São Paulo, a São Francisco foi inaugurada  há 20 anos. Um dos proprietários, João Tadeu Bennati, estava tentando vender malas para padres em Minas Gerais. Foi quando ouviu de um religioso que era difícil encontrar fornecedores de hóstias naquela região. Não deu outra: o rapaz, acompanhado de um sócio, enxergou uma oportunidade de mercado e decidiu fundar a empresa, que atualmente produz 800 mil unidades por dia (18 milhões por mês) e em julho forneceu 1,5 milhão para a Jornada Mundial da Juventude. Bennati já chegou a fazer hóstias com sabor  queijo, bacon e pimenta, que viravam torradinhas para serem servidas com patê em eventos. “Como as hóstias puxam muita umidade, deve-se ter o cuidado de não deixá-las em contato com o patê durante muito tempo”, explica ele. Atualmente saiu do “ramo gastronômico” e só atende igrejas.

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