A história da inglesa que resgata ursinhos de pelúcia

14 de janeiro de 2021
A inglesa Tink Rush tem cerca de 12.500 ursos de pelúcia em sua casa, que funciona também como quartel-general da ” Yorkshire Teddy Rescue” (ou Resgate de Ursinhos de Yorkshire). “Alguns chegaram aqui sem os braços, sem olhos, ou precisando de novo enchimento”, conta ela. “Todos os ursos são de segunda mão. Mas não vejo problema nisso: eles nunca perdem a sua capacidade de dar abraços e amor”.

Tink recebe as doações de ursinhos do país inteiro. Teve vezes que, ao acordar, encontrou os fofos deixados na varanda de sua casa. Ela faz esse trabalho em tempo integral. Toda a recuperação é feita à mão. Depois de costurá-los e lavá-los, Tink cria um nome para o ursinho. Faz ainda uma etiqueta contando como eles chegaram. As vendas são todas online e os preços começam com o equivalente a 40 reais. Em 26 de agosto de 2016, Tink perdeu a filha de 25 anos, Jofi, para uma forma grave (e rara) de asma. Desde então, ela passou a se dedicar à restauração de ursinhos em tempo integral para arrecadar fundos para a entidade Asthma UK. “O ursinho de pelúcia é um dos brinquedos mais tradicionais do mundo”, afirma ela. “Em todas as nações, em todas as fases da vida, todos reconhecem isso”

Em 1902, durante um viagem para resolver um impasse sobre a fronteira dos Estados de Lousiana e Mississippi, o presidente americano Theodore Roosevelt (1858-1919) foi convidado a participar de uma caçada. Os anfitriões capturaram um urso e ofereceram-no ao presidente, para que ele o matasse e levasse um troféu para casa. Roosevelt se recusou a atirar no animal. Logo, a exemplar história do urso se espalhou por todo o país. Isso incentivou o imigrante russo Morris Michton, vendedor de brinquedos de Nova York, a fabricar ursos de pelúcia. Eles receberam o nome “Teddy Bear”. Teddy era o nome da filha de Roosevelt. Outra versão  diz que, também impulsionada pela história de Roosevelt, a fabricante de brinquedos alemã Margaret Steiff lançou ursinhos de pelúcia, pouco antes de Michton. Desde 1880, Margaret – paralítica por causa de uma poliomelite – fazia animaizinhos de feltro.

Durante a pandemia, Tink conta que aumentou a procura por seus ursos. “Muitas pessoas estão sozinhas, especialmente agora”. diz. “Eles são muito companheiros. Sou absolutamente movida pela nostalgia. É uma coisa fenomenal”.

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