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Livro conta a história de Robert Ripley, “o homem mais curioso do mundo”

22 de abril de 2014

Em seu livro A Curious Man: The Strange and Brilliant Life of Robert “Believe it or Not!” Ripley (em tradução literal, “Um Homem Curioso – A Estranha e Brilhante Vida de Robert ‘Acredite, Se Quiser!’ Ripley”, ainda não lançado no Brasil), o jornalista e escritor norte-americano Neal Thompson aponta Robert Ripley, garoto tímido do interior dos Estados Unidos que se tornou uma das personalidades americanas mais conhecidas da década de 40, como o homem mais curioso do mundo.

No dia do Natal de 1890, nascia, na cidade de Santa Rosa, região norte do Estado americano da Califórnia, Robert LeRoy Ripley. Em 1906, um ano depois do falecimento do pai, ele, a mãe e os irmãos Douglas e Ethel enfrentaram um terremoto que assolou sua terra natal. Incorporando o papel de homem da casa, Robert abandonou a Faculdade de Medicina para procurar trabalho. Como desde criança tinha facilidade para desenhar, conseguiu uma vaga de cartunista em um jornal de esportes de São Francisco. Seis anos depois, em 1912, foi para Nova York. Seus projetos não tiveram grande destaque até 1919, quando Ripley criou a coluna gráfica “Believe It or Not” (traduzida no Brasil como “Acredite, se Quiser”). Consistia na criação de manchetes animadas com fatos tão absurdos que levavam o leitor a questionar sua veracidade. Um exemplo: “O jamaicano Louis Gauldy foi enterrado vivo por um terremoto em 7 de junho de 1692, mas se salvou graças a outro terremoto, que fez o chão se abrir e o catapultou para fora do solo”. Acredite, se quiser – é tudo verdade.

Em 1922, o cartunista fez sua primeira viagem internacional. Foi aí que os desenhos começaram a apresentar localidades e hábitos de culturas estrangeiras.

 

Em 1929, Ripley lançou seu primeiro livro de desenho animado, Ripley’s: Acredite, se Quiser, que rapidamente se tornou best-seller. O sucesso chamou a atenção do magnata William Randolph Hearst, na época dono de 28 jornais americanos, que se apressou em contratar o desenhista. Em um ano, o salário do cartunista quintuplicou. Além dos desenhos e dos livros, ele passou a fazer palestras, filmes, propagandas de rádios e apresentações sobre curiosidades em museus. Em 1936, Robert Ripley foi eleito o homem mais popular da América. Com os recursos financeiros necessários, o desenhista viajou o mundo para descobrir fatos curiosos de outras culturas. Ripley chegou inclusive a se filiar ao Circumnavigators Club, organização de exploradores do mundo que procura reunir homens e mulheres que tenham já tenham dado a volta no planeta. A biografia escrita por Neal Thompson apresenta as viagens mais extravagantes de Robert Ripley, mostra a evolução da fortuna do cartunista, narra sua preparação para shows, palestras e criações dos quadrinhos, e comprova o anseio do artista em vasculhar novas culturas na procura de “estranhezas” em suas excursões. Ficou curioso?

Robert Ripley em Nova Guiné, ilha no sudoeste do Oceano Pacífico que pertence à Indonésia

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