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O livro que todos usam, mas ninguém lê

24 de fevereiro de 2011

É um livro sobre um livro, mas não sobre um livro qualquer. É sobre o livro que todos tinham em casa, mas que ninguém lia… No máximo, a gente dava uma consultadinha. Era a lista telefônica. Lembro bem que tínhamos duas em casa: a lista de assinantes e as páginas amarelas (com telefones comerciais). Eram verdadeiros trambolhos. Ficavam na parte inferior da mesinha do telefone.  Essas lembranças me fizeram comprar o livro de  Ammon Shea: The phone book: The curious history of the book that everyone uses but no one reads (“A lista telefônica: A história do livro que todos usam, mas ninguém lê”).

A primeira lista telefônica na história era datada de 11 de julho de 1877, escrita manualmente, e não se assemelhava ao livro que conhecemos hoje. Não foi atualizada ao longo dos anos nem tinha aquela enorme quantidade de páginas. Pertencia à empresa de alarmes antirroubo Stearns & George e seu título era Memo of telephone lines in use in Boston and vicinity (“Memorando de linhas telefônicas em uso em Boston e redondezas”). Antes, as listas só tinham os nomes dos proprietários de linhas. Os números começaram a aparecer em 1889.
Uma história antiga (e não confirmada) encontrada por Shea em um jornal de 1935 conta que uma empresa de venda de frutas na América Central encomendou quase duas toneladas de listas telefônicas antigas para proteger seus trens de aço, que levavam dinheiro, das balas de assaltantes.
Essa e outras histórias deram ao americano vontade de escrever um livro sobre a história das listas. Afinal, segundo ele, nunca foi escrita coisa alguma sobre o tema. Shea reclama que não tenham levado em consideração o livro que já “serviu para homens demonstrarem força partindo-o ao meio e que foi usado como assento em mesas de jantar por incontáveis milhões de crianças nos últimos cem anos”.

Uma das coisas mais curiosas que o autor descobriu durante a pesquisa foi que a palavra “hello”, a mais popular saudação do idioma inglês, foi popularizada pelas listas telefônicas. As listas ensinavam aos usuários que uma conversa por telefone deveria começar com um “hulloa” firme. No entanto, Graham Bell, inventor do aparelho, atendeu suas ligações com “ahoy” pelo resto da vida.
Hoje em dia, as listas telefônicas caíram totalmente em desuso. Há o serviço de informação telefônico e a própria internet. Tanto que um site, chamado Ban the Phone Book, encoraja as pessoas a lutar para que elas parem de ser produzidas. A página da causa no Facebook já ultrapassou os 9 mil membros.

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