A língua Tupi

24 de abril de 2019

O tupi era uma das 1.200 línguas indígenas identificadas no Brasil no ano de 1500. Até meados do século 18, tratava-se do idioma mais falado no território brasileiro. Cerca de 20 mil palavras do atual vocabulário, como amendoim, caipira, moqueca, taturana e pipoca, derivaram dele. Quando Cabral chegou ao Brasil, a língua era falada numa faixa de 4 mil quilômetros, do norte do Ceará ao sul de São Paulo. O que predominava era o dialeto tupinambá, um dos cinco grandes grupos tupis. Os outros eram: tupiniquins, caetés, potiguaras e tamoios.

Os bandeirantes se comunicavam em tupi. É por isso que tantos estados, municípios e rios têm nomes de origem indígena. Veja alguns exemplos: Paraná é “mar”; Pará é “rio”; Piauí é “rio de piaus” (um tipo de peixe); Sergipe é “no rio do siri”; Paraíba é “rio ruim”; Tocantins é “bico de tucano”; Curitiba é “muito pinhão”; Pernambuco é “mar com fendas”.

Hoje restam 177 línguas indígenas. O antigo tupi foi uma das que desapareceram completamente. Em 1758, o marquês de Pombal, interessado em acabar com o poder da Companhia de Jesus no Brasil e em aumentar o domínio da metrópole portuguesa sobre a colônia, proibiu o ensino e o uso do tupi.

Em 1955, o presidente Café Filho obrigou todas as faculdades de letras a incluir um curso de tupi no currículo.

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