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Escândalos de arbitragem
Escândalos de arbitragem
  • Uma máfia de apostadores italianos montou em 1980 um esquema para enriquecer às custas de apostas na casa "Totonero". O grupo subornou jogadores, juízes e dirigentes para forçar os resultados das partidas que integravam o cartão da loteria esportiva clandestina. O sistema veio a público graças às denúncias de um bookmaker — pessoa que faz as vezes de "banca" das apostas —, que se sentiu lesado por alguns apostadores. Atletas do Milan e do Lazio estavam envolvidos. O escândalo levou ambos os times ao rebaixamento.
  • A revista "Placar" denunciou um esquema semelhante no Brasil em 1982. Ele ficou conhecido como "Máfia da Loteria". O procedimento era o mesmo: juízes e atletas corruptos forjavam resultados para serem beneficiados na loteria esportiva. Um total de 125 pessoas, incluindo dirigentes e jornalistas, faziam parte do grupo. No final, ninguém foi condenado.
     
  • O Olympique de Marselha perdeu o título francês depois do escândalo envolvendo seu presidente, Bernard Tapie. Apurou-se que ele havia comprado o resultado de 1 a 0 na partida contra o Milan, pela Copa dos Campeões da Europa. Tapie acabou condenado a 18 anos de prisão. Cumpriu apenas 6 meses.
     
  • O juiz Wilson Roberto Catani favoreceu o Botafogo de Ribeirão Preto na partida que colocou o time na primeira divisão do Campeonato Paulista em 1995. O caso veio à tona um mês após o término do torneio. Nada foi feito a respeito, e o time jogou a liga principal do Paulistão em 1996.
     
  • Em 1997, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Ivens Mendes, foi flagrado pedindo 25 mil reais a dirigentes do Atlético-PR em troca de um "empurrãozinho" da arbitragem no jogo do time contra o Vasco. A partida valia as oitavas-de-final da Copa do Brasil. De fato, o Atlético ganhou por 3 a 1 e teve a seu favor a expulsão do vascaíno Edmundo. Depois da descoberta do suborno, Mendes foi destituído do cargo.
     
  • Novas acusações de fraude recaíram sobre o sucessor de Mendes, Armando Marques. Em 2002, ele coagiu o árbitro Alfredo Loebeling a alterar a súmula de uma partida do Campeonato Brasileiro entre o Figueirense e o Caxias. A torcida do Figueira invadiu o campo e obrigou o juiz a encerrar o jogo antes do tempo regulamentar. No relatório, porém, Loebeling disse que já havia finalizado quando o incidente ocorreu. Isto deu vantagem ao Figueirense, que subiu da Série B para a Séria A com a vitória.
     
  • O Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal desmantelaram um esquema montado por empresários paulistas em 2005. Eles mantinham um acordo com o juiz Edilson Pereira de Carvalho para manipular o resultado de partidas do Campeonato Brasileiro e do Paulista. Sabendo de antemão o placar final, apostavam altas quantias no time vencedor em sites de jogatina na internet.
     
  • No mesmo ano, o árbitro alemão Robert Hoyzer foi preso sob a acusação de manipular os resultados de cinco jogos da segunda e terceira divisões da Copa da Alemanha de 2004. O juiz também foi aliciado por uma gangue de apostadores ligadas a loterias eletrônicas europeias. Hoyzer assumiu o crime e foi afastado definitivamente do futebol.

Livro compila os arquivos do Campeonato Brasileiro.

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