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Enéas Ferreira Carneiro |
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| Enéas Ferreira Carneiro |
- Enéas Ferreira Carneiro nasceu em Rio Branco (AC), no dia 5 de novembro de 1938.
- Os pais morreram quando ele tinha nove anos.
- Em 1958, mudou-se do Acre para o Rio de Janeiro, onde se formou em Medicina em 1965.
- Em 1968, se formou em Matemática. Um ano depois, concluiu sua especialização em Cardiologia.
- Em 1977, publicou o livro didático denominado "O eletrocardiograma", que ainda hoje é conhecido no meio médico como a “A Bíblia do Enéas”. Deu aulas sobre esse assunto no Rio de Janeiro e em São Paulo.
- Entre 1986 e 1988, foi presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.
- Em 1989, Enéas fundou o PRONA (Partido de Reedificação da Ordem Nacional) e se lançou como candidato a presidente da República. Eram as primeiras eleições diretas do Brasil após a Ditadura Militar.
- Seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de apenas dezessete segundos. Mesmo assim, o estreante político recebeu 360.561 votos. O motivo foi sua imagem inusitada: os curtos discursos do sujeito calvo, barbudo e com óculos muito grandes tinham sempre a Sinfonia n.º 5 de Beethoven ao fundo, e terminavam com o bordão “Meu nome é Enéas!”.
- Em 1994, se candidatou novamente ao cargo e ganhou mais um minuto no horário eleitoral. Foi o terceiro candidato mais votado, com cerca de 4,6 milhões de votos.
- Na candidatura de 1998, seu tempo na TV era de um minuto e 40 segundos. Nessa campanha, causou polêmica ao propor a construção da bomba atômica. Recebeu aproximadamente 1,4 milhão de votos.
- Dois anos mais tarde, perdeu a disputa pela prefeitura de São Paulo. No entanto, apoiou a candidata a vereadora Havanir Nimtz, que venceu.
- Em 2002, conseguiu a maior votação para um candidato a deputado federal da história do país. Foram 1.563.112 votos. Pelo sistema proporcional, a votação de Enéas permitiu que mais cinco candidatos do PRONA fossem eleitos, mesmo nenhum deles tendo recebido mais de mil votos.
- Em 2006, Enéas foi diagnosticado com leucemia. Decidiu então raspar sua barba, para que não acabasse perdendo-a por causa da quimioterapia. Nesse ano, durante sua campanha de reeleição para a Câmara dos Deputados, mudou seu bordão “Meu nome é Enéas!” para "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas!". Venceu a disputa eleitoral com a quarta maior votação do estado de São Paulo, com 386.905 votos.
- Seu partido, PRONA, se fundiu no mesmo ano com o PL (Partido Liberal), dando origem ao PR (Partido da República).
- Era contra o aborto e o casamento entre homossexuais.
- Morreu em 6 de maio de 2007, vítima da leucemia. Ele havia desistido do tratamento quimioterápico e abandonado o hospital.
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