Bettie Page
A atriz-símbolo da geração pin-up foi diagnosticada com esquizofrenia em 1979. A doença fez com que Bettie — que já não era muito chegada à publicidade — decidisse se afastar de vez da vida pública.
Bill Watterson
O criador do personagem dos quadrinhos Calvin foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Reuben — o principal da "National Cartoonists Society" ("Associação Nacional dos Cartunistas"). Apesar disso, parou de desenhar em 1995, e desde então recusou entrevistas, autógrafos e não deixou fazerem produtos com seus personagens.
Greta Garbo
A atriz sueca não assinava autógrafos, não respondia cartas de fãs e recusava a maioria dos convites que recebia. O principal deles foi em 1955, na festa do Oscar, em que ganharia uma estatueta honorária — se tivesse ido. Aos 36 anos, em 1941, Garbo anunciou uma aposentadoria temporária. Nunca mais voltou a trabalhar, e morreu 49 anos depois, em 1990.
J. D. Salinger
O autor de "O Apanhador no Campo de Centeio" (1951), um dos livros mais influentes do século XX, não gostava muito de aparecer. Recusou todos os convites para levar seu livro mais famoso para os cinemas. Seu relacionamento com a escritora Joyce Maynard começou quando ele escreveu uma carta alertando-a dos perigos de uma vida com fama.
Se isolou na cidade de Cornish, interior dos Estados Unidos, por cerca de 50 anos. Ele viveu lá até sua morte, em 28 de janeiro de 2010.
Howard Hughes
A história de excentricidade de Hughes ficou conhecida no filme "O Aviador", em que Leonardo DiCaprio interpreta o bilionário. Portador do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o empresário teve sua primeira crise de reclusão em 1947, quando se trancou em uma sala de cinema por 4 meses e só tomou leite, comeu chocolate e fez suas necessidades em garrafas vazias. Daí em diante, Hughes nunca mais se recuperou, e se recusava até mesmo a ir a audiências em que sua empresa aérea era acusada de práticas ilegais. Morreu em 1976, sozinho e irreconhecível.
Marcel Proust
O escritor sempre teve tendência a ser recluso, mas as mortes de seu pai, em 1903, e de sua mãe, em 1905, acetuaram a solidão, assim como sua saúde piorou muito. Em 1919, três anos antes de morrer, Proust raramente saía de seu apartamento à prova de som em Paris, e trabalhava em um escritório sem janelas.
Syd Barrett
Um dos fundadores da banda Pink Floyd, Barrett deixou o grupo após o lançamento dos dois primeiros álbuns. Tentou uma carreira solo, sem sucesso. Passou a viver em um quarto de hotel em Londres, até 1978, quando seu dinheiro acabou e voltou a viver com a mãe, em Cambridge, também na Inglaterra. Voltou a usar seu nome de batismo, Roger, e passou o resto de seus dias pintando quadros e cuidando dos jardins. Morreu em 2006, sem fazer nenhuma aparição pública em quase trinta anos.
Thomas Pynchon
O escritor recusou praticamente todas as tentativas da imprensa de contactá-lo desde o lançamento de seu primeiro livro, "V.", em 1963. Na verdade, existem poucas fotos do autor. Uma das únicas vezes que aceitou aparecer foi no desenho "Os Simpsons", em 2004, e chegou a dublar sua própria voz. Mesmo assim, Pynchon foi retratado com um saco na cabeça.
Livro reúne curiosidades sobre a vida e a morte de grandes personalidades da história. |