A intensidade da pimenta é medida pela escala Scoville. Desenvolvida pelo químico norte-americano Wilbur Scoville, a escala baseia-se em um teste organoléptico, ou seja, é medida a partir de vários sentidos.
No teste, pimentas puras misturadas a uma solução de açúcar e água eram provadas por voluntários em quantidades decrescentes, até que se alcançasse um ponto em que a pimenta já não fosse sentida.
Como foi desenvolvida a partir de critérios subjetivos (os sentidos humanos), a Escala Scoville é considerada imprecisa por alguns estudiosos.
A escala varia de 0 (nenhuma ardência) a 15 milhões (capsaicina pura). Os sprays de pimenta, usados como forma de defesa pessoal, vão de 2 a 5 milhões na escala.
A capsaicina é o composto químico responsável pela sensação de "ardência" causada pela pimenta. Ela irrita as mucosas do nariz e dos dutos lacrimais, causando coriza e lacrimejamento. O composto também tem efeito dilatador, o que provoca o avermelhamento da face.
A capsaicina é insolúvel em água. Por isso, a sensação de ardência não é aliviada com a ingestão do líquido.
Entretanto, o iogurte ou o leite são capazes de abrandar o efeito da pimenta. O motivo é que eles possuem uma proteína chamada caseína, capaz de absorver a capsaicina da pimenta.
A pimenta mais "apimentada" do mundo é a Naga Jolokia ("Capsicum frutescens" ou "Caposicum chinense"), encontrada principalmente na Índia. Ela atingiu a marca de 855 mil pontos na escala Scoville.
Apreciadora de pimentas desde criança, Anandita Dutta Tamuly tentou entrar para o "Guinness" ao comer 51 pimentas Naga Jolokia, em abril de 2009.
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