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Abílio Diniz |
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| Abílio Diniz |
No dia 11 de dezembro de 1989, o empresário Abílio dos Santos Diniz, então vice-presidente do grupo Pão de Açúcar, foi seqüestrado em São Paulo por dez pessoas. Eram duas mulheres e oito homens: um brasileiro, cinco chilenos, dois argentinos e dois canadenses. Diniz foi libertado depois de 153 horas no cativeiro.
O seqüestro terminou na véspera do segundo turno da eleição presidencial. A televisão fez a cobertura ao vivo e mostrou os seqüestradores usando camisetas do Partido dos Trabalhadores, do candidato Lula. Os seqüestradores haviam sido obrigados pela Polícia Militar, então sob o comando do governador Orestes Quércia, a vestir as camisetas petistas.
Os seqüestradores foram presos e condenados a sentenças entre 26 e 28 anos. No final de 1998, eles entraram em greve de fome para pressionar o presidente Fernando Henrique Cardoso a determinar a expulsão dos estrangeiros e o indulto para o brasileiro. Durante a greve, que durou 46 dias, os presos só tomaram água mineral e nos últimos dias, recusava água e remédios para reposição de minerais, que evitavam uma arritmia ou parada cardíaca. Chegaram a ser internados em um hospital.
Em 1999, os estrangeiros foram transferidos para seus países, onde deveriam terminar o cumprimento das penas. E a Justiça determinou a transferência do único brasileiro para o Ceará, onde ganhou a liberdade condicional. |
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