O Museo del Fútbol do Estádio Centenário, em Montevidéu, está fechado para reformas. A previsão é que ele reabrirá as portas dentro de um mês e meio. Ganhará uma fachada mais pomposa e, a exemplo de outros museus modernos, receberá mais terminais de vídeos e estações multimídia. A grande novidade, porém, serão os dois elevadores que conduzirão os visitantes até o reativado mirante da Torre das Homenagens, símbolo do estádio, construído para receber a primeira Copa do Mundo, em 1930. Do alto dos 100 metros da torre, os visitantes terão uma visão aérea do estádio e também de Montevidéu. Os ingressos serão cobrados à parte. “A administração do Centenário calcula que irá gastar 100 mil dólares na reforma”, afirma Mário Romano, diretor do estádio. A torre recebeu esse nome para homenagear os uruguaios campeões olímpicos de futebol em 1924 e 1928.
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Por fim, (mais!) uma lembrança da final da Copa de 1950 será incorporada ao acervo do museu, inaugurado em 1975. Trata-se de uma escultura chamada “El Olvido” (O Esquecido), de Beto Urruty, uruguaio radicado em Valência, Espanha. Ela mostra o goleiro brasileiro Barbosa descendo uma escada em direção a uma guilhotina. Na lâmina, há uma foto do gol do uruguaio Gigghia, que deu a vitória por 2 x 1 e o título à equipe celeste. “Ele foi o melhor goleiro da Copa de 1950, mas caiu em desgraça no Brasil por ter sofrido este gol”, justifica o historiador uruguaio Roberto Etcheverry. “Achamos que seria justo prestar essa homenagem a ele”.
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